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Como vai ser o verão, que começa nesta quinta

La Niña vai dar as cartas da nova estação, que vai ter chuva dentro da média no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas com distribuição irregular

December 20, 2017 15:52  |  Redação - Canal Rural
Atualizado em: December 28, 2017 13:15  |  Redação - Canal Rural
Árvore

O verão do hemisfério Sul começa nesta quinta-feira, dia 21, às 14h28min, horário de Brasília. Nesse horário, o hemisfério Sul recebe a maior quantidade de energia proveniente do Sol no ano e também será o dia mais longo, chamado solstício de verão. Enquanto isso, o hemisfério Norte recebe a menor quantidade de energia no ano e terá o dia mais curto, o solstício de inverno.

O fenômeno La Niña continuará dando as cartas no verão deste lado do Equador. Entretanto, este ano estamos em um episódio não muito forte. Justamente por isso somente a região Norte terá um verão típico de La Niña, com chuva acima da média especialmente a partir de fevereiro.

No Nordeste, apesar de o La Niña normalmente trazer chuva forte, a previsão é de precipitação abaixo da média. No Sudeste e Centro-Oeste, a chuva ficará próxima da média com alguns desvios positivos. Fevereiro promete ser o mês mais chuvoso dos três da estação.

No Sul, a previsão também é de chuva dentro da média, porém com má distribuição temporal. Assim como na primavera, período em que a região passou dias de estiagem e outros com chuva em excesso, a mesma situação também será registrada no verão.

Em relação à temperatura, anos de La Niña não são caracterizados por calor persistente. Mesmo assim, a temperatura deve ficar acima da média no Rio Grande do Sul, oeste do Paraná e de Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul, além de Roraima. Já na maior parte do país, espera-se temperatura próxima da média histórica com alternância entre períodos de calor e temperaturas mais baixas.

 

Como foi a primavera

 

A primavera teve chuva bastante irregular, tanto por sua distribuição pelo país como no atraso no início das chuvas da estação. De modo geral, choveu acima do normal em grande parte do Sul, de Mato Grosso do Sul, do interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro, maior parte de Goiás e faixas sul e leste de Mato Grosso, além do Amazonas.

Por outro lado, choveu pouco em outras áreas brasileiras, a exemplo da capital de São Paulo e da região Nordeste. A partir de novembro, as frentes frias passaram a ficar mais oceânicas. O que passou a mandar no país foram as instabilidades tropicais formadas pelo calor e umidade da Amazônia, concentrando finalmente as precipitações no Centro-Norte do país.

A primavera foi mais quente que o normal muito em função do atraso na regularização da chuva no Brasil. Com relação às temperaturas, de modo geral a maior parte do Brasil teve mínimas da manhã acima da média.

Durante as tardes, o calor ficou acima do normal em Mato Grosso do Sul, São Paulo, norte mineiro, interior do Nordeste e no Tocantins. Por outro lado, tardes ficaram mais frias do que a média no interior da região Sul e oeste de Mato Grosso e do Espírito Santo.

Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural